Aos 39 anos, a jogadora de basquete Caitlin Cunningham, do Rockhampton Cyclones, da Austrália, viu seu número de seguidores aumentar sensivelmente nas redes sociais. O motivo de ela ter viralizado, no entanto, não foi sua altura, 1,92m, ou a habilidade no esporte, mas seu visual gótico e ousado, pouco visto pelas quadras e campos do mundo todo.
“Foi só uma publicação normal. Não achei que fosse mudar alguma coisa, mas foi crescendo e crescendo e, com o tempo, comecei a perceber que minha autenticidade era o motivo pelo qual estavam me seguindo. Não era apenas por ser uma gótica jogando basquete, mas por eu não me importar em não me encaixar, por fazer o que eu queria. E isso foi o lado positivo de tudo isso. Inspirar outras pessoas a serem elas mesmas”, comentou a jogadora em entrevista ge.
Caitlin contou que está recebendo mensagens de adolescentes e jovens do mundo todo que se sentem acolhidos pela representatividade e autoconfiança que ela tem passado.
“É quase mais legal ser um pouco diferente. Você tem o poder de fazer qualquer coisa, mas precisa acreditar em si mesmo. E, à medida que envelhece, você se preocupa menos com o que as pessoas pensam. Por isso, se quiser, experimente um penteado diferente, uma maquiagem diferente, ou uma roupa diferente. No final das contas, a vida é sobre ser você mesmo”, completou a australiana.
E mesmo tendo sofrido com o bullying na adolescência, a pivô trouxe sua autenticidade para a carreira, decidiu não dar atenção aos críticos e tem sido exemplo para outras pessoas que se enxergam nela.
“Acho que crianças e pessoas mais jovens não entendem muito a psicologia por trás do bullying. Eu estava sempre fazendo o que eu queria fazer e acho que eles não conseguiam ser tão fiéis aos próprios sentimentos assim. Então, acho que por isso sentiam que precisavam me atacar. Mas é isso, me mantive forte… ia para cama todas as noites e dormia tranquila. Talvez eles não conseguissem fazer o mesmo”, finalizou Caitlin.






