Com transmissão do BandSports, os jovens talentos do esporte olímpico do Brasil brilharam em Assunção, no Paraguai, e conquistaram o melhor resultado do País na história nos Jogos Pan-Americanos Júnior, com direito o recorde de 175 pódios, sendo 70 medalhas de ouro, e vagas conquistadas para o Pan adulto de Lima-2027, no Peru.
No último dia de competições na capital paraguaia, no sábado, 23, a canoagem trouxe mais um ouro e uma prata, além do levantamento de peso que conquistou um bronze e ajudou o Brasil a fechar a contagem total com 175 medalhas, 70 ouros, 50 pratas e 55 bronzes. Os resultados superaram as marcas de Cali-2021 e fizeram com que o Comitê Olímpico do Brasil (COB) concluísse a primeira missão do ciclo para 2028 evoluindo em todas as metas estabelecidas para essa participação.
“Nosso balanço é extremamente positivo. A gente tinha três metas para esses Jogos. A primeira era ser top 3, que eu até brinquei com a equipe que era muito fácil. Mas, em Jogos Pan-Americanos, a meta vai ser sempre essa, estar entre os três primeiros. Fomos campeões em Cali e a gente desejava repetir esse resultado. Garantir esse primeiro lugar foi muito importante e, mais do que isso, mostrar a evolução de todos os esportes”, falou Marco La Porta, presidente do COB.
“Em todos os itens da meta melhoramos os resultados de Cali. Superamos o número de ouros, o número de vagas por atletas e de vagas por modalidade para o Pan de Lima-2027. Essa era uma meta muito importante, pois o Pan de 27 vai distribuir vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Foi fundamental também para os atletas terem essa experiência, usufruir dos serviços de uma missão do Comitê Olímpico do Brasil e entender como funciona toda essa sistemática”, acrescentou o dirigente.
Vagas para Lima 2027
Além da oportunidade de viver um evento poliesportivo continental pela primeira vez, Assunção ofereceu também um caminho para que os jovens atletas cheguem aos Jogos Pan-Americanos Lima-2027 em um processo que, para algumas modalidades, terminará com a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
Para o COB, voltar ao Brasil com um bom aproveitamento nesse quesito era um objetivo central na estratégia da participação brasileira, que contou com 363 atletas em Assunção. Estavam em jogo 216 possibilidades de vagas diretas para Lima e o Brasil foi o país que mais classificou atletas, com 48 vagas diretas para o Pan adulto e 101 esportitas com vagas.
“Os resultados acabaram ultrapassando os objetivos e, mais do que isso, vimos como os atletas valorizaram a participação nesses Jogos. Momentos de superação, como o time de remo, que acabou perdendo um dos remos, poderiam ter parado, mas continuaram remando até o final e conquistaram a medalha. O Jonathan, no vôlei de praia, que teve uma reação alérgica, foi uma correria para que ele conseguisse estar apto a voltar a competir, voltou e ganhou o jogo, chegou à final com sua dupla”, destacou Leandro Guilheiro, que, pela primeira vez, atuou como chefe de missão pelo COB e reconheceu o esforço de todo o time de bastidor.
“Enfim, enxergo isso como um retorno dos atletas a toda estrutura e cuidado que o COB oferece na Missão. É uma equipe muito grande trabalhando, fazendo com que isso funcione. Como atleta, eu nunca imaginei que tinha um aparato tão grande assim fazendo tudo rodar de uma forma tão articulada. Então, não é à toa que a gente está entregando um resultado tão bom”, finalizou o ex-judoca e medalhista olímpico.
*Com Comitê Olímpico do Brasil






