O Cruzeiro apresentou oficialmente, na tarde desta terça-feira, 13, um de seus principais reforços para a temporada. No auditório da Toca da Raposa II, em Belo Horizonte, o meio-campista Gerson vestiu a camisa celeste pela primeira vez e falou sobre a escolha pelo clube mineiro, os objetivos pessoais e a expectativa em relação ao alto investimento feito pela diretoria.
Recém-chegado do Zenit, da Rússia, o jogador destacou que a decisão de retornar ao futebol brasileiro foi construída a partir da confiança no planejamento esportivo do Cruzeiro e no empenho demonstrado pelos dirigentes durante as negociações. Em sua primeira entrevista, fez questão de valorizar o processo e as pessoas envolvidas. “Sou um cara que não gosta de reclamar. Sou grato a Deus pelas oportunidades. Quis vir para o Cruzeiro porque era um projeto irrecusável. Todo o esforço do Pedrinho, do Pedro Junio, do Spindel e do professor pesou muito. Quando existe um esforço tão grande para te ter, isso conta bastante”, afirmou.
Além do projeto, o peso da camisa celeste foi determinante na escolha. Gerson ressaltou a tradição do clube e o impacto disso em sua carreira. “É um clube gigante. Com todo respeito aos outros, não é um clube qualquer, tem muita história. Isso fez diferença para mim”, disse o volante, revelando que estava de férias quando as conversas avançaram de forma decisiva.
Dentro de campo, o novo reforço deixou claro que a prioridade é contribuir, independentemente da função. Conhecido pela versatilidade, Gerson garantiu que não faz exigências quanto à posição. “Minha função é ajudar. Tenho o privilégio de fazer mais de uma função e estou sempre à disposição. O professor me conhece bem. Não tenho uma posição preferida, o importante é estar em campo ajudando”, explicou.
O projeto esportivo apresentado pelo Cruzeiro também se conecta diretamente a um sonho pessoal do atleta: disputar a Copa do Mundo. Para ele, o ambiente competitivo e a visibilidade do clube podem ser fundamentais nessa caminhada. “Eu sonho em estar na Copa do Mundo. O projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. Tenho que fazer meu trabalho em campo para alcançar esse objetivo”, declarou.
Questionado sobre a responsabilidade de corresponder ao investimento elevado — estimado em cerca de 30 milhões de euros, somando valores fixos e bônus —, Gerson tratou o tema com naturalidade e foco no desempenho. “Peso, não. A única resposta que tenho que dar é jogando. Tenho que recompensar todo esse esforço em campo, com vontade, força e determinação”, afirmou.
Por fim, o meio-campista comentou sobre a própria imagem e a forma como encara o futebol. Segundo ele, a intensidade em campo não deve ser confundida com postura fora dele. “As pessoas acham que eu sou marrento, mas não sou. Dentro de campo, estou para dar a minha vida, porque represento minha família e quem faz de tudo por mim”, concluiu.






