“Será uma derrota maior se não aprendermos”. Foi o que disse Abel Ferreira depois que seu time foi massacrado pelo Novorizontino nesta terça-feira no Paulistão.
Abel tem razão e uma cacetada deste tamanho é um aprendizado inclusive para o treinador. Afinal, é a sua maior derrota desde que pisou no Brasil. E é a primeira derrota do Palmeiras por quatro gols de diferença desde 2015.
Alguma coisa acontece com o Palmeiras há algum tempo. Passou 2025 sem levantar nenhuma taça exatamente no momento em que o elenco é melhor depois de investimento muito pesado em 2025. E o investimento foi pesado em 2025 porque Leila Pereira não havia gostado do que viu em 2024. Ou seja, já dois anos o time suscita mais dúvidas do que certezas.
Mas também não se pode tirar do contexto o fato de que este é apenas o quarto jogo do ano, depois de férias e pré-temporadas muito curtas, péssima característica do futebol brasileiro.
A verdade é que Abel Ferreira entrou em 2026 devendo e ficou devendo um pouco mais depois dos 4 a 0 para o Novorizontino. O treinador na coletiva foi correto ao dizer que o Palmeiras é muito forte quando joga no seu limite. Menos do que isso é capaz de perder de qualquer um, como foi contra o Novorizontino.
O recado parece ser mais para seu elenco do que para consumo externo. Abel é bom em mobilizar seus jogadores.
Mas o que o treinador precisa mais neste momento além de obviamente fazer seu time jogar melhor é acalmar a torcida, que em número cada vez maior vem apontando problemas no trabalho.
A retomada pode acontecer no fim de semana, quando o Palmeiras enfrenta o São Paulo em Barueri. Daquelas partidas que podem ser redentoras com uma vitória. Uma derrota, colocará mais fogo na fervura.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






