Os Estaduais chegam à reta final, e o que se viu em gramados pelo Brasil afora contrasta com o que se fala sobre a importância desses campeonatos.
Gre-Nal eletrizante em Porto Alegre, estádio cheio. Vasco x Fluminense eletrizante no Maracanã, estádio com bom público. Choque-Rei emocionante em Barueri (a casa que nem o palmeirense gosta, mas lotou). Semifinais do Mineiro com Cruzeiro e Galo passando com emoção.
Em divergência com a voz da arquibancada estão as análises de especialistas: Estadual atrapalha o calendário, é taça de gelo (derrete e some logo), os outros campeonatos ao longo do ano são mais importantes.
Ninguém discute que, na hierarquia de torneios que os times brasileiros jogam ao longo do ano, o Estadual é o que menos importa. Mas ele importa. E importa ainda mais para um número cada vez maior de times de muita torcida.
São Paulo, Vasco, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro. Estão aí cinco times que entraram em campo no fim de semana pelos Estaduais. Desses cinco, em quais você aposta que vão levantar um troféu até o final do ano? É muito pouco provável, pelas razões que estão escancaradas há anos: Palmeiras e Flamengo dominam o futebol
brasileiro e provavelmente vão ficar com os principais títulos. A Copa do Brasil ou a Sul-Americana seriam o refúgio para qualquer um deles, mas são títulos muito mais improváveis do que um Estadual.
Nós nos acostumamos a amaldiçoar os Estaduais, e quem escreve é um crítico feroz da competição, que já chegou a defender até sua extinção. Mas mudei de ideia. Na nova configuração do futebol brasileiro que, ao que parece, será duradoura, o Estadual é praticamente a única coisa possível de ser conquistada pela grande maioria dos clubes brasileiros. Sem a taça do Estadual para levantar, vai sobrar o quê?
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






