Os problemas na parceria entre Aston Martin e Honda devem resultar em uma estreia complicada da equipe inglesa na temporada de 2026 da Fórmula 1. Segundo o site especializado Motorsport, a escuderia não deve completar o GP da Austrália, na madrugada de domingo, 8, no Circuito de Albert Park, em Melbourne.
De acordo com a publicação, a Aston Martin pretende participar apenas do treino classificatório, no sábado, 7, para cumprir o regulamento, e abandonar a corrida após poucas voltas. A medida buscaria evitar multas e outras punições esportivas previstas nos acordos da categoria.
O remodelado AMR26, projetado por Adrian Newey, demorou a ficar pronto e ainda apresenta falhas no sistema de bateria do conjunto híbrido. Por causa desses problemas, Lance Stroll e Fernando Alonso quase não treinaram na pré-temporada, passando a maior parte do tempo nos boxes.
Acordo de Concórdia e regra dos 107%
A Aston Martin chegou a cogitar não disputar o GP da Austrália, mas recuou diante do risco de ter de pagar indenização por violar o Acordo de Concórdia, que rege os compromissos comerciais e esportivos das equipes com a Fórmula 1.
Segundo o site, a equipe viajará a Melbourne para cumprir também a chamada regra dos 107%. O regulamento determina que o piloto só garante vaga no grid se registrar, no treino classificatório, um tempo até 107% maior que da melhor marca do Q1.
Pelo plano relatado pelo Motorsport, a Aston Martin colocaria seus dois carros na pista no sábado, asseguraria a presença no grid e, no domingo, recolheria os modelos aos boxes após completar algumas voltas, evitando submeter novamente o sistema de bateria a um esforço prolongado.
Unidade de crise
Diante da gravidade da situação, a escuderia montou uma unidade de crise para tratar diretamente dos problemas com a Honda. Adrian Newey e outros dirigentes da equipe participam das conversas com representantes da fábrica da parceira em Sakura, no Japão.
Em reuniões recentes, a Honda admitiu à Aston Martin que as falhas no sistema híbrido de bateria podem estar relacionadas à forte vibração do motor do AMR26, segundo o site. Técnicos das duas partes tentam entender como o comportamento do propulsor está afetando o conjunto elétrico.
As reuniões com o time de Sakura têm sido frequentes, com o objetivo de encontrar uma solução de curto prazo para garantir a confiabilidade do carro. A expectativa interna, conforme relato, é estabilizar o pacote técnico nas próximas etapas e evitar novos abandonos planejados ou forçados ao longo da temporada da F1.






