O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira, 11, que a seleção do país não disputará a Copa do Mundo de 2026, prevista para ocorrer nos Estados Unidos, Canadá e México. A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes e Juventude do país, Ahmad Donyamali, em meio à escalada das tensões políticas e militares envolvendo o país no cenário internacional.
Segundo o ministro, as condições políticas e de segurança tornaram inviável a participação iraniana no torneio organizado pela Fifa. Ele afirmou que, após os recentes ataques de Estados Unidos e Israel que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei, não há ambiente para que atletas iranianos disputem partidas em território norte-americano.
“Considerando que este regime corrupto [os EUA] assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, afirmou Donyamali, em declarações à TV Estatal do Irã. “Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses, e milhares de nossos cidadãos foram mortos. Portanto, não temos possibilidade de participar desta forma”, completou.
O Irã já havia garantido vaga na competição após liderar seu grupo nas Eliminatórias da Ásia e foi sorteado no Grupo G ao lado Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos previstos em cidades dos Estados Unidos. Apesar da declaração de Donyamali, a decisão do país de participar ou não do Mundial passa pela Federação de Futebol do Irã.
Enquanto isso, dirigentes da Fifa têm tentado manter o torneio fora do conflito político. O presidente da entidade, Gianni Infantino, declarou recentemente que recebeu garantias do governo norte-americano de que a equipe iraniana seria bem-vinda para competir no país, apesar das tensões diplomáticas.






