Raquel Kochhann supera câncer e se torna porta-bandeira do Brasil em Paris-2024 - Portal
  • MENU
    • Automobilismo
    • Futebol
    • LNF
    • Notícias
    • Olimpíadas
    • Papo com Tironi
    • Paralimpíada
    • Tênis
    • Vôlei
  • INICIO
  • FÓRMULA 1
  • PROGRAMAÇÃO
  • CANAIS NEWCO
Portal
No Result
View All Result
Portal
No Result
View All Result
Inicio Destaque 2.2

Raquel Kochhann supera câncer e se torna porta-bandeira do Brasil em Paris-2024

Catarinense de 31 anos é uma das líderes da seleção de rugby 7

porRedação BandSports
julho 23, 2024
in Destaque 2.2, Olimpíadas
Raquel Kochhann supera câncer e se torna porta-bandeira do Brasil em Paris-2024

"Vou dormir com essa bandeira do meu lado", disse Raquel / Divulgação/COB/Gaspar Nóbrega

Quando entrou na sala principal do Château de Saint-Ouen, base do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nestes Jogos Olímpicos Paris-2024, Raquel Kochhann não imaginava que sairia dali como porta-bandeira do Time Brasil na Cerimônia de Abertura do maior evento multiesportivo do mundo. Atleta do rugby 7, uma das líderes das Yaras, alcunha da seleção brasileira, Raquel acreditava que estava ali para contar a sua história de vida. E que história. Dois cânceres superados para voltar a vestir a camisa do Brasil, ser sinônimo de disciplina e inspirar as pessoas com seu exemplo.

Raquel tem 31 anos e é natural de Saudades, em Santa Catarina. Nos seus olhos verdes, percebe-se a humildade e a resiliência de quem teve de enfrentar desafios gigantes nos últimos dois anos para seguir no sonho olímpico. Diagnosticada com dois tipos de câncer, na mama e no osso esterno, além de realizar uma cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho, a jogadora precisou enfrentar outra batalha, desta vez fora do campo de rugby e pela sua saúde.

“Antes das Olimpíadas de Tóquio eu percebi um caroço na mama direita e conversei com o pessoal médico da Confederação, mas os exames estavam tranquilos. Seis meses depois esse caroço tinha duplicado de tamanho. Retirei e a biópsia apresentou células cancerígenas. Depois encontraram anormalidade no esterno e comecei a fazer radioterapia e quimioterapia para neutralizar esse câncer. Hoje ainda sigo com o tratamento de bloqueadores”, explicou.

A reação das Yaras, naturalmente, foi de preocupação com Raquel. Mas ela apresentou uma perspectiva diferente para enfrentar a doença. Com a solidariedade das companheiras de seleção e uma nova função, desta vez fora do campo, a jogadora conseguiu superar as adversidades para neste ano voltar a disputar os Jogos Olímpicos em sua terceira participação.

“Sempre estive no grupo de liderança e a primeira reação das meninas foi de baixarem a cabeça. Mas falei que não queria aquele clima, com energia daquela forma. Era uma doença séria, que precisava de atenção, mas não era o fim do mundo, era um processo. Como a gente lida com isso também muda a nossa energia, o nosso corpo. Até brinquei com as meninas que poderiam fazer piadas, não queria tornar aquilo algo pesado. Foi isso que me ajudou no processo”, analisou.

“Meu time é incrível e sempre me ajudou muito com a saúde mental. Nos treinos elas sempre brincavam e me ajudavam e eu retribuía como podia, mesmo que não pudesse treinar. Ajudava filmando com o drone, com feedback. Esse coletivo me auxiliou no processo e foi dessa maneira que encarei o tratamento: um passo de cada vez para voltar ao campo”, completou Raquel.

A chegada aos Jogos de Paris, então, foi considerada uma vitória para a brasileira. E um presente veio logo antes da Cerimônia de Abertura, com o convite para ser um dos porta-bandeiras do Brasil no evento. Nos olhos marejado de emoção, Raquel revelou a honra de receber tal convite. E aproveitou para revelar que tem afinidade com o seu companheiro na missão porta-bandeira, Isaquias Queiroz.

“No Brasil a gente trabalha muito para que o rugby cresça e ganhe seu espaço. A gente sabe que a realidade do nosso esporte não é ter uma medalha de ouro numa Olimpíada por enquanto, apesar de termos esse sonho. Mas sempre vi que quem carrega essa bandeira tem uma história incrível, com medalhas de ouro, e representa uma grande conquista. Muito obrigada, de verdade, por essa honra. Vou dormir com essa bandeira do meu lado”, afirmou.

“Acompanho quase todos os atletas do Time Brasil, mas o Isaquias para mim sempre foi inspiração. Fui professora de canoagem, remo e vela no projeto Navegar, em Caxias do Sul. Sempre o vi e dizia ‘esse menino vai longe’. Que honra estar ao lado dele. Vamos ter dois atletas incríveis como porta-bandeiras em Paris 2024. Rugby e canoagem, dois esportes que não são tão populares, mas que têm grandes atletas no Brasil”, endossou.

Pelas boas-novas que recebeu após superar dificuldades em um ciclo olímpico diferente, Raquel tem o poder de inspirar. Trazer a sua história de superação à tona é uma forma de representar o olimpismo em sua essência: excelência, respeito. Exemplo. Certamente, ao carregar a bandeira nacional, Raquel levará consigo vários brasileiros, que serão representados por ela no próximo dia 26 de julho, data da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Paris 2024.

“Todo mundo tem dificuldades, mas minha história vem pra mostrar para as pessoas que existe vida depois de um diagnóstico de câncer. Tudo depende de como você encara isso. Quando você consegue levar de cabeça erguida, energia alta, quando está cercado de pessoas com energia boa do teu lado, tudo é possível, até chegar no maior evento esportivo mundial mesmo depois de um processo tão doloroso”, finalizou Raquel, traduzindo em palavras a sua jornada de resiliência. Da luta à honra.

 

 

 

*Com Comitê Olímpico do Brasil

Tags: Jogos OlímpicosParis-2024Raquel KochhannRugby 7Time Brasil

LEIA TAMBÉM

Com dois top 5, Brasil encerra campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Olimpíadas

Com dois top 5, Brasil encerra campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Inverno

No último dia de competições no Tesero Cross-Country Stadium, o Brasil contou com seis representantes na disputa da prova de 20 km do Para Ski Cross-Country. Na categoria sitting, Aline Rocha e Cristian Ribera concluíram a prova na quinta colocação,...

Ler Mais
Aline Rocha fica no top 10 no biatlo nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Olimpíadas

Brasil fecha revezamento misto de para ski cross-country em sétimo lugar

Após a conquista da medalha de prata, Cristian Ribera retornou mais uma vez à pista do Tesero Cross-Country Stadium dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina para a disputa do revezamento misto 4x2,5 km, ao lado de Aline Rocha e...

Ler Mais
Após medalha histórica, Brasil garante dois top 5 no para ski cross-country
Olimpíadas

Após medalha histórica, Brasil garante dois top 5 no para ski cross-country

Depois de conquistar a inédita medalha de prata para o Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno, na prova sprint do Para Ski Cross-Country, Cristian Ribera voltou à pista do Tesero Cross-Country Stadium nesta quarta-feira, para a disputa da prova de...

Ler Mais
Cristian Ribera faz história e fatura prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Olimpíadas

Cristian Ribera faz história e fatura prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno

Cristian Ribera entrou para a história do esporte nacional nesta terça-feira, 10, ao faturar a medalha de prata na prova de sprint do esqui cross-country, classe sitting (atletas que competem sentados), nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026, disputada no...

Ler Mais
Aline Rocha fica no top 10 no biatlo nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Olimpíadas

Aline Rocha fica no top 10 no biatlo nos Jogos Paralímpicos de Inverno

O Brasil iniciou neste sábado, 7, sua participação nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026 com quatro atletas nas provas de biatlo sprint, da classe sitting (atletas que competem sentados), disputadas no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, nas...

Ler Mais
Campeã olímpica se recusa a ir à Casa Branca para celebrar ouro
Olimpíadas

Campeã olímpica se recusa a ir à Casa Branca para celebrar ouro

Campeã olímpica na disputa por equipes nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina-2026, a patinadora artística Amber Glenn afirmou que não pretende participar da visita dos atletas à Casa Branca para celebrar o ouro. Glenn integrou a equipe dos Estados Unidos...

Ler Mais
Portal

© 2025 BandSports. Todos os direitos reservados.

Navegação

  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Faça parte da Equipe
  • Fale Conosco

Siga-Nos

No Result
View All Result
  • MENU
    • Automobilismo
    • Futebol
    • LNF
    • Notícias
    • Olimpíadas
    • Papo com Tironi
    • Paralimpíada
    • Tênis
    • Vôlei
  • INICIO
  • FÓRMULA 1
  • PROGRAMAÇÃO
  • CANAIS NEWCO

© 2025 BandSports. Todos os direitos reservados.