Brasília assistiu ontem a um confronto maior do que entre dois clubes. Foi o confronto de duas nações. E isso ficou claro nas arquibancadas, divididas igualmente entre corintianos e rubro-negros.
Se fora de campo Flamengo e Corinthians estão separados hoje por um oceano, dentro o que se viu foi a Fiel dando um show de amor ao clube e um time que soube desde o primeiro minuto que para vencer o rival precisaria incorporar tudo o que a sua torcida fez. E os jogadores entenderam bem a missão, ganhando divididas e correndo até o limite. Resultado? O Corinthians venceu por 2 a 0 e faturou a Supercopa Rei.
A conquista reafirma o nome de Dorival Júnior como um especialista em mata-matas e coloca um olhar mais atento a este Corinthians, time que sabe como nenhum outro escolher objetivos específicos e se entregar até a alma a eles. Desta forma foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2025, e ontem mais uma vez.
Há um sinal de alerta ligado no Flamengo, embora a temporada esteja apenas começando. O time de Filipe Luís agoniza no Campeonato Carioca, perdeu em sua estreia no Brasileiro e agora a primeira decisão do ano.
O treinador disse que o time não está abaixo fisicamente, o que deixa tudo ainda mais preocupante. Se o problema não é físico, qual será, então? Por que o Flamengo perdeu as três últimas partidas que disputou, tomando seis gols ao todo?
O corintiano, que viu seu time anunciar uma dívida de R$ 2,8 bilhões na semana passada, vive dias de apreensão longe dos gramados, mas de glória no campo.
Se há um clube em que o caos está incorporado nas suas entranhas é o Corinthians. Mais uma vez ele prova esta característica vencendo um rival em que tudo dá certo fora de campo e que acaba de contratar um único jogador por mais de 40 milhões de euros.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






