Após ser engolido por uma onda gigante e precisar ser resgatado em Nazaré, Portugal, na última quarta-feira, 3, Carlos Burle foi às redes sociais e contou mais sobre o dramático acidente sofrido, além de mencionar a dificuldade em ser ajudado por conta de uma câmera que estava em suas mãos.
“Eu estava me sentindo muito bem fisicamente, emocionalmente, muito confortável. Então eu resolvi fazer umas imagens com a câmera. Desde a primeira onda eu estava filmando. E, na terceira onda, eu quis fazer uma imagem diferente. Eu tentei filmar de frente. Antes eu estava filmando de trás e passei a filmar de frente, com meu rosto e a onda atrás. Eu não estava muito focado em outras coisas, estava mais pensando mesmo em fazer boas imagens”, comentou Burle por meio de um vídeo.
“Até que ponto a gente chega nessa vida de querer fazer essas imagens? Eu sempre tive habilidade de conduzir e filmar com câmeras na mão. Só que nessa situação extrema, a câmera na mão me atrapalhou muito. Então, quando eu tomo a onda, eu tenho que segurar a câmera com as duas mãos. E eu fico muito tempo debaixo d`água ali, esperando o momento certo para poder acionar o colete sem perder a câmera. E, quando isso acontece, já é quase no limite”, disse o bicampeão mundial de ondas gigantes.
Na ocasião, ele desapareceu em meio ao grande volume de água e espuma, e quando voltou à superfície da água, foi socorrido pelo também surfista Lucas Chumbo, que chegou até o amigo com uma moto aquática.
Chumbo, no entanto, não conseguiu resgatar Burle por ter sido atingido por outra onda, que fez com que o veículo virasse. Neste momento, Willyam Santana se aproximou dos dois e efetuou o resgate.
“Então eu subo, chego na superfície, não tenho tempo de respirar direito, assim, uma troca de oxigênio muito rápida, né? Gás carbônico e oxigênio. Foi muito rápido. Tomo a segunda onda, um caldo muito poderoso. É difícil de assimilar o resgate com a câmera na mão também. Então para fazer o contato com o piloto do jet-ski ou com as alças do sled com a câmera na mão é muito mais difícil”, contou Burle, que chegou a ser levado ao hospital, mas foi liberado pouco depois. Para finalizar, o surfista fez um alerta:
“Então, para mim, ficou muito claro que numa situação dessa de risco muito grande, a gente deve focar 100% no processo de segurança e evitar ter um equipamento ali, que é só para captar imagens. É lógico que a gente sempre vai querer captar imagens, mas até que ponto vale você poder se expor? O meu aprendizado hoje foi esse. Eu não deveria estar com aquela câmera de forma alguma, naquele momento”.






