Se alguém ainda duvidava de que o Corinthians é uma força da natureza, essa dúvida acabou neste domingo. Em um Maracanã lotado com a maioria torcendo para o adversário, o Timão venceu por 2 a 1 e conquistou a quarta Copa do Brasil em sua história sobre o Vasco.
Contrariando qualquer prognóstico de qualquer analista, economista, jornalista ou palpiteiro, o Corinthians terminará o ano com dois títulos conquistados, mais do que todos os seus rivais locais e menos apenas do que o Flamengo, que terminou como o grande vencedor da temporada.
Tudo aconteceu para que o Corinthians chegasse ao fim de 2025 sem ganhar nada, atolado em dívidas e com o futuro absolutamente incerto. Diante de tantas mazelas fora de campo, não seria exagero imaginar que o clube terminasse o ano rebaixado ou escapando por pouco da Série B.
Mas o Corinthians é o clube brasileiro que menos se importa com a lógica, com os padrões ou com as estatísticas. O Corinthians é pura alma e foi assim que conquistou mais um título.
No jogo deste domingo, Dorival Júnior jogou no modo Corinthians. Deixou de lado convicções, posse de bola, padrão tático e entrou em campo com apenas uma missão: levantar a taça.
Desta forma, abriu mão de Garro, fortaleceu a marcação no meio-de-campo, apostou nos lançamentos longos. E venceu o jogo.
Dorival Júnior cristaliza seu rótulo de senhor da Copa do Brasil com sua quarta conquista, a terceira seguida com três clubes diferentes, três dos maiores do Brasil.
Memphis Depay ganha uma fábula no clube, mas quem se importa quando ele decide jogos como fez neste domingo?
O Corinthians segue afundado em dívidas e com um comando incompetente para dizer o mínimo. Diga isso a um corintiano hoje e ouça como resposta: “Aqui é Corinthians”. Isso é o suficiente.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






