Não faz muito tempo, Marcelo Gallardo era o sonho de consumo de times e torcedores brasileiros. Diante de uma crise, uma série de derrotas ou uma frustração grande surgia a frase: “Chama o Gallardo!”
Em 2020, Palmeiras e River se enfrentaram na semifinal da Libertadores. Em uma jornada espetacular, o ainda então desconhecido Abel Ferreira aplicou um 3 a 0 no adversário comandado por Gallardo em Buenos Aires. No jogo da volta em casa perdeu por 2 a 0 em partida que por muito pouco não foi para os pênaltis. Avançou o Palmeiras, que acabaria campeão.
Ao final, Abel correu em direção ao argentino e teria dito que Gallardo era um treinador melhor do que ele e que aquele jogo foi como um aprendizado para o português.
Cinco anos depois, Abel Ferreira mudou de tamanho. Colecionou taças no comando do Palmeiras e ajudou a transformar o time em uma potência dominante no Brasil e, por que não, na América do Sul. Já Gallardo diminuiu. Flertou com o futebol europeu durante muito tempo, mas acabou mesmo no Al Ittihad, onde permaneceu poucos meses e acabou demitido por maus resultados. Voltou para o River Plate no meio do ano passado.
Palmeiras e River Plate começam hoje a disputar uma vaga na semifinal a Libertadores no confronto que é o maior das quartas de final considerando o peso das duas camisas.
Se em 2020 havia um técnico ainda em fase de crescimento e outro gigante, o que se vê agora é uma figura consolidada e apontando para cada vez mais cima contra um adversário que parece cansado com o passar do tempo. Abel x Gallardo.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






