A empresária Rita de Cassia Adriana Prado retirou da Justiça paulista a ação que ajudou a revelar o uso irregular de um camarote no Morumbi e envolveu ex-diretores do São Paulo. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Com a desistência, a juíza Cristiane Sampaio Alves Mascari Bonilha deixa de analisar o mérito da ação. A retirada não interfere no inquérito em curso na Polícia Civil de São Paulo, que apura um suposto esquema de comercialização irregular de espaços em shows e eventos no estádio.
O Estadão informou que questionou representantes de Adriana sobre o motivo da decisão, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. Na ação cível, Adriana, por meio da empresa The Guardian Entretenimento, processava Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda.
Ela alegava que Carolina tomou de suas mãos um envelope com ingressos para o camarote 3A, em um show da cantora Shakira no Morumbi, no ano passado. De acordo com áudio atribuído à empresária, a venda desses bilhetes renderia R$ 132 mil.
Adriana atuava como intermediária em negociações com a então diretora do clube Mara Casares e com o diretor Douglas Schwartzmann, para a venda de espaços em eventos do São Paulo e em shows realizados no estádio tricolor.
Ainda segundo o jornal, a abertura do processo na Justiça levou os dirigentes a pressionar a empresária para que recuasse, em uma tentativa de impedir que o acordo, tratado por eles como ‘clandestino’, viesse a público.





