Campeã olímpica e dona de 16 medalhas em Mundiais, Ana Marcela Cunha esclareceu que ainda não pensa em se aposentar do esporte. Após terminar em sexto lugar nos 10km no Mundial de Esportes Aquáticas de Singapura, a brasileira deu uma entrevista em tom de desabafo dizendo que “não sabia se teria outra chance” de disputar a prova, levantando rumores de que o adeus estaria próximo.
No entanto, ela se explicou nas redes sociais e garantiu que não estava se referindo aos planos de aposentadoria. A baiana afirmou que tem planejando os passos da carreira ano a ano e alfinetou aqueles que já começaram a decretar seu adeus às águas abertas.
“Passando aqui só para deixar claro uma coisa aí, que talvez tenha gerado um pouco de dúvidas. Eu dei entrevista pós-prova e eu comentei de que às vezes a gente não sabe se vai ter uma próxima chance. E em nenhum momento eu me referi à aposentadoria, apesar de muitos estarem querendo isso. Mas ainda não chegou o momento. E tem sido meu discurso pós-Olimpíada, eu tenho vivido ano a ano. Esse ano é ano de Mundial, ano que vem eu sonho com um Canal da Macha, aí, sim, a gente vai planejando os outros anos. Então, vamos deixar o tempo dizer ao invés de já tá aposentando gente aí, valeu”, falou a nadadora em nos stories de seu perfil no Instagram.
Oitavo no lugar nos 5km
Ana Marcela voltou a competir nesta sexta-feira, 18, na prova dos 5km da maratona aquática e fechou a disputa na oitava colocação. A brasileira de 33 anos acabou prejudicada por um corte no braço no início da prova e precisou de atendimento médico após deixar a água. Nas redes sociais, ela explicou como ocorreu o acidente e revelou que o corte tinha três centímetros de profundidade.
“Infelizmente, logo no começo da prova, com 500 metros, fui fazer o contorno de boia, e até então eu estava bem posicionada no pelotão, mas eu fiquei presa, literalmente. Tinha um mosquetão segurando as cordas na boia e meu braço ficou preso nele, por um momento só achei que tinha batido na boia, tentei puxar meu braço e com isso terminou “rasgando” um pouco minha pele”, contou a atleta. “Isso me custou muita energia para retornar ao grupo da frente. Senti arder bastante, mas não tinha olhado o machucado, só continuei nadando, 4,5km sentindo um grande incômodo, mas sem pensar em desistir.”
“Nem sempre as coisas saem como planejadas, mas sempre dá para sair com um orgulho do que fizemos e sempre mais experiente”, acrescentou Ana. “O corte tinha 3cm de profundidade, alguns pontos, tomei antitetânica, analgésicos, e agora são dez dias de antibiótico”, finalizou.








