A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) divulgou o novo livro de regras que passa a valer a partir da temporada 2026. Entre as principais alterações anunciadas, as mudanças no cálculo do ranking masculino chamam atenção por impactarem diretamente o calendário e a pontuação dos jogadores.
A partir de 2026, o ranking da ATP passará a considerar os 18 melhores resultados obtidos nas últimas 52 semanas. Até a atual temporada, o cálculo era feito com base em 19 torneios.
Segundo a entidade, a pontuação será formada pelos resultados dos quatro torneios de Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open), dos oito Masters 1000 obrigatórios e dos seis melhores desempenhos em competições como United Cup, ATP 500, ATP 250, Challengers e torneios da ITF. Com isso, o número de resultados oriundos de torneios menores caiu de sete para seis.
Mudanças nos compromissos do ATP 500
Outra alteração relevante envolve os ATP 500. Os chamados commitment players — atletas que terminam o ano entre os 30 melhores do ranking — passarão a ser obrigados a disputar quatro torneios dessa categoria, e não mais cinco, como ocorria até agora.
O Masters 1000 de Monte Carlo, único da série que não faz parte do grupo de eventos obrigatórios, poderá ser contabilizado nesse pacote. A exigência de disputar ao menos um ATP 500 após o US Open, no entanto, segue mantida.
Além disso, qualquer jogador que se retirar de um ATP 500 sem justificativa médica terá sua pontuação zerada no torneio. Essa reposição poderá ocorrer apenas uma vez a cada 52 semanas. Em casos de lesões prolongadas, a regra pode ser flexibilizada mediante aprovação do Comitê Médico da ATP.
Impacto para João Fonseca
Após encerrar a temporada na 24ª posição, o brasileiro João Fonseca passará a se enquadrar nas regras destinadas aos atletas do top 30. Apesar das novas exigências alterarem o planejamento de calendário, a expectativa é que o tenista se beneficie da redução no número de torneios obrigatórios.
A mudança tende a proporcionar mais tempo para descanso, preparação física e ajustes técnicos ao longo da temporada, o que pode favorecer a continuidade da evolução do brasileiro no circuito profissional.
Protocolos para calor extremo
Fora das mudanças no ranking, a ATP também anunciou novas diretrizes relacionadas às condições climáticas. A partir da próxima temporada, os jogadores poderão solicitar pausas de até dez minutos para resfriamento do corpo em situações de calor extremo.
Além disso, partidas programadas para dias com temperaturas consideradas excessivas poderão ser suspensas ou adiadas, com o objetivo de preservar a saúde e o bem-estar dos atletas.






