Gabriel Bortoleto saiu dos primeiros testes da Fórmula 1 em 2026 com uma leitura clara: a Audi ainda tem muito trabalho pela frente, mas os sinais iniciais são encorajadores. Após assumir o carro no turno da manhã do quinto dia de atividades em Barcelona, o brasileiro destacou a evolução da equipe ao longo da sessão e tratou o período na Espanha como um ponto de partida importante dentro de um projeto ainda em construção.
Bortoleto registrou 1min20s179, terminando a manhã na sexta colocação. Ele somou 66 voltas e deu um salto considerável em relação ao primeiro dia de testes, quando completou apenas 27 giros. Mais do que a posição na tabela, porém, o piloto valorizou o aprendizado acumulado e o ganho de quilometragem com o novo carro e o conjunto mecânico.
“Diria que foi uma sessão positiva. Perdemos algumas horas no início do dia com alguns problemas que tivemos. Mas assim que os resolvemos, conseguimos completar um bom número de voltas” declarou o brasileiro ao site oficial da F1. “Obviamente, não foi tanto quanto eu gostaria, mas já é um começo, porque no primeiro dia eu não corri nada. Foi muito positivo entender melhor o nosso carro e andar um pouco com ele e com o motor”, ressaltou.
Dentro do contexto dos testes de pré-temporada, o brasileiro também fez questão de reforçar o caráter experimental das atividades em Barcelona. Segundo ele, as falhas enfrentadas pela Audi já eram esperadas e fazem parte do processo natural de desenvolvimento de um projeto que ainda está nos estágios iniciais.
“O shakedown é literalmente colocar o carro na pista e ver se tudo está funcionando. É claro que já esperávamos esses problemas — foram pequenas falhas aqui e ali — mas é para isso que os testes servem”, explicou. “Estou feliz e diria que a equipe também, porque conseguimos completar várias voltas. Estamos indo na direção certa”, pontuou.
O foco agora se volta para o intervalo entre os testes europeus e a próxima etapa da pré-temporada, no Bahrein. De acordo com Bortoleto, a Audi utilizará os dados coletados em Barcelona para aprofundar análises técnicas e promover mudanças significativas antes de voltar à pista, levando em conta não apenas o traçado diferente, mas também as condições climáticas opostas.
“Vamos voltar para a fábrica, fazer uma correlação com o simulador para tentar entender onde precisamos melhorar no carro e trabalhar a partir daí. Evidentemente, teremos muitas mudanças no Bahrein: uma pista diferente e temperaturas distintas das atuais — estamos em um lugar muito frio neste momento. Então, tudo vai mudar e espero que melhoremos bastante nosso carro para o próximo teste”, finalizou Bortoleto.






