A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e protocolou um pedido de inconstitucionalidade contra a ação aprovada por vereadores de Londrina, no Paraná. O documento tenta impedir que a jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, participe das partidas decisivas da Copa Brasil feminina de vôlei por ser uma atleta transgênero.
A medida foi enviada na quinta-feira, 26, para a ministra Cármen Lúcia, que já atuou em casos relacionados ao tema, e está sendo analisado.
A ação aprovada pelos vereadores de Londrina foi feita de acordo com a Lei Municipal 13.770, criada em abril de 2024, que proíbe que atletas com a identidade de gênero diferente do sexo registrado no nascimento sejam vetados de competições na cidade. O texto também cita termos como gay, lésbica, bissexual e cisgênero nas proibições.
O pedido para impedir a participação de Tifanny foi feito com urgência pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP) e aprovado por 14 vereadores, enquanto três votaram contra.
A jogadora é a única mulher trans a jogar na elite do vôlei feminino no Brasil. Para poder atuar, Tifanny faz exames todos os meses, como exigem as regras. No ano passado, ela foi campeã da Superliga.
A CBV também informou que a atleta cumpre todas as normas e “está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans” da entidade, que ainda afirmou estar tomando as medidas legais para garantir a participação das atletas inscritas na Copa do Brasil.
O Osasco enfrenta o Sesc-Flamengo nesta sexta, 27, às 18h30, pela semifinal da Copa do Brasil.






