A partir deste ano, a Fórmula 1 adotará um novo regulamento que promete carros significativamente diferentes, com maior protagonismo da parte elétrica das unidades de potência. Enquanto alguns pilotos demonstram preocupação, a liderança da categoria mantém discurso firme de confiança.
Durante a pré-temporada, alguns competidores já deixaram claro o incômodo com o que consideram uma mudança drástica no estilo de pilotagem. A avaliação é de que o aumento da dependência elétrica pode alterar o ritmo das corridas e impactar diretamente as disputas roda a roda. Porém, o CEO da F1, Stefano Domenicali, demonstra serenidade. Para ele, a reação faz parte de um ciclo que se repete sempre que há alterações profundas no regulamento técnico.
“Não entendo o pânico que tem se espalhado”, criticou Domenicali. “Teremos corridas incríveis e muita ação, isso é o mais importante. Precisamos ficar calmos, porque sempre que temos um novo conjunto de regras — como em 2014, 2017 e 2021 —, há uma dúvida de que tudo esteja errado. Não estou preocupado”, garantiu o italiano.
O dirigente reforçou que a adaptação faz parte da essência da categoria. Segundo ele, a introdução de novas tecnologias naturalmente exige ajustes no estilo de condução dos carros, algo que historicamente provoca resistência inicial por parte dos pilotos.
“A evolução por trás da tecnologia do carro requer uma forma diferente de pilotar. Isso já aconteceu no passado e também vai acontecer no futuro. Tenho certeza de que, quando sentarmos para conversar no meio ou no fim do ano, veremos comentários diferentes. Isso é normal na Fórmula 1”, finalizou Domenicali.
A largada para temporada 2026 da Fórmula 1 será dada no próximo fim de semana com o GP da Austrália, que abre o calendário da categoria.






