O basquete brasileiro amanheceu de luto na quinta-feira, 25, com a notícia da morte do ex-técnico Cláudio Mortari, um dos nomes mais emblemáticos e vitoriosos da história da modalidade no país. Mortari faleceu aos 77 anos, em São Paulo, conforme anunciado pela família.
A informação foi divulgada oficialmente pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e também pelas redes sociais do próprio treinador, onde a família publicou uma mensagem de despedida em que refletiu sobre sua trajetória dedicada ao esporte.
Natural de São Paulo, Mortari começou na modalidade ainda jovem, atuando inicialmente como jogador antes de se tornar um dos mais respeitados treinadores do basquete nacional. Ao longo de mais de quatro décadas, comandou diversas equipes tradicionais do país, incluindo Palmeiras, Sírio, Bradesco, Corinthians, Flamengo, Pinheiros e São Paulo, além de ter liderado a Seleção Brasileira masculina de basquete nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980.
Um dos pontos altos de sua carreira foi a conquista do Campeonato Mundial de Clubes em 1979, com o Esporte Clube Sírio — título que marcou uma das maiores vitórias internacionais de um clube brasileiro até então. Mortari também acumulou inúmeros títulos nacionais e estaduais, tornando-se referência tática e formador de gerações de atletas.
Homenagens e legado
Clubes e a comunidade do basquete prestaram homenagens ao treinador. O São Paulo FC, seu último clube como técnico, lamentou a perda e destacou a importância de Mortari na conquista de um título inédito do Campeonato Paulista durante sua passagem entre 2018 e 2021.
A CBB também divulgou nota de pesar, ressaltando o impacto de Mortari no esporte e seu legado como “ídolo da história” do basquete brasileiro. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi outra entidade a manisfetar seu pesar com a morte do treinador.
Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada pelas autoridades ou pela família, mas veículos informam que ele enfrentava problemas de saúde nos últimos meses.






