A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, tem tudo para ser um sucesso. Esta é a opinião de Jill Ellis, diretora de futebol da Fifa. A executiva esteve em solo brasileiro recentemente para participar de algumas reuniões com o governo federal e ainda fez vistoria no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, um dos oito locais que vão receber partidas da competição.
“Uma das coisas lindas sobre o Brasil é que as pessoas querem vir para esse país. Os fãs vão vir, os fãs vão viajar. Eu acho que teremos muitos torcedores internacionais aqui. Por causa das pessoas, a cultura, a tradição do futebol, há muito o que se explorar aqui. A qualidade do futebol vai ser excepcional”, comentou a inglesa.
“O governo brasileiro tem sido um ótimo parceiro para nós, estamos trabalhando passo a passo com eles para tentar ter todas as peças que precisamos, em termos de tudo, das instalações, da tecnologia, da segurança, todas essas coisas que você tem que ter em lugar para a realização de um evento tão grande”, emendou Jill em entrevista ao ge.
Ellis também elogiou a estrutura do Mané Garrincha, destacando a qualidade do gramado e a atmosfera que a torcida pode trazer para dentro das quatro linhas.
“A verticalidade dos assentos, as pessoas estão em cima de você, estão perto de você, então eu acho que há uma energia extra aqui. Você se importa com a qualidade do gramado, que eu me lembro de ser fantástico no passado”, comentou ela.
Jill esteve no estádio da capital federal durante a Olimpíada de 2016, mas como comandante da seleção dos Estados Unidos. Ela permaneceu com o elenco de 2014 a 2019 e conquistou o bicampeonato mundial em 2015 e 2019.
No estádio de Brasília, ela e as norte-americanas foram eliminadas pela Suécia nas quartas de final dos Jogos do Rio-2016. Embora tenha sofrido o revés na ocasião, ela relembra como a derrota foi importante para o time reavaliar alguns pontos e promover correções.
“Eu sempre digo, a falha traz duas coisas, primeiro, o feedback, depois a oportunidade. A perda aqui, acredite ou não, foi provavelmente o catalisador para o nosso sucesso em ganhar a Copa do Mundo em 2019, porque havia muitas lições para serem aprendidas. Sabíamos que tínhamos que ser mais criativas”, finalizou.






