A temporada 2025/2026 será a sexta de Jake Dennis na Fórmula E, todas elas com a equipe Andretti. Nos cinco primeiros anos, o britânico teve cinco companheiros diferentes: Maximilian Günther (2020/2021), Oliver Askew (2021/2022), André Lotterer (2022/2023), Norman Nato (2023/2024) e Nico Müller (2024/2025).
Agora, Dennis terá mais um novo companheiro: Felipe Drugovich, que vai estrear na categoria após três anos como piloto de testes da Aston Martin na Fórmula 1. E o próprio britânico reconheceu que “as expectativas são altas” para a chegada do paranaense.
“Ele vinha tentando buscar sua carreira na Fórmula 1 por um bom tempo e as coisas não funcionaram, então ele deu esse passo rumo à Fórmula E. Estou muito empolgado de tê-lo como companheiro de equipe”, disse Dennis, reconhecendo que os dois ainda estão se familiarizando.
“Passei alguns dias com ele em Mônaco, em Banbury [sede da Andretti na Inglaterra], trabalhamos juntos e pudemos nos conhecer. Não temos a relação mais próxima no começo da temporada, mas naturalmente vamos nos aproximando. Até aqui, tenho boas impressões. Ele parece motivado, parece um [ser] cara legal”, acrescentou.
Campeão da Fórmula 2 em 2022, Drugovich vai disputar a primeira temporada completa desde a conquista do título da categoria de base da F1. Até então, ele correu as 24 Horas de Le Mans em 2025 e disputou provas pontuais na ELMS e na IMSA, além de ter participado de testes de novatos na própria Fórmula E.
No entanto, Dennis alerta para a principal dificuldade que o brasileiro deve ter na nova categoria: a adaptação à rotina das provas, acostumando-se às mudanças nas pistas e à evolução dos carros.
“Quando você está na Fórmula 2, você tem a mesma potência em toda volta, e basicamente a mesma aderência. Na Fórmula E, você está sempre mudando os níveis de potência, os níveis de energia. Você precisa ser muito adaptável, especialmente na qualificação”, comparou o britânico.
Campeão na temporada 2022/2023, Jake teve resultados discretos desde então, repetindo o sétimo lugar nas temporadas 2023/2024 e 2024/2025. Ao longo deste período, conquistou apenas uma vitória, no E-Prix de Dária, em 2024.
Para ele, a dificuldade é um reflexo do equilíbrio da categoria, que deverá se repetir na temporada 2025/2026.
“Acho que será um grande campeonato, como sempre é. Os dois últimos anos foram extremamente apertados, e mesmo quando eu venci [2022/2023], foi decidido na última corrida. É algo que a Fórmula E oferece, a cada ano a disputa é mais apertada pelo título. É difícil abrir vantagem. Este ano, devemos ver outro campeonato apertado”, projetou o britânico.






