Classificada para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026, Nicole Silveira possui uma trajetória marcada pelo esporte, pela enfermagem, pela paixão e pelas escolhas que a levaram à elite do esporte de inverno mundial.
Ao relembrar sua trajetória no skeleton, Nicole conta que foi também por meio dele que sua vida pessoal ganhou um novo capítulo. Durante a temporada 2021/2022, em meio à pandemia, ela ficou hospedada no mesmo hotel que a belga Kim Meylemans, sua atual esposa e atleta da modalidade. A convivência durante aquele período deu início ao relacionamento e, em 2025, as duas se casaram. Além disso, em uma decisão estratégica, passaram a treinar com a mesma equipe técnica.
“A gente resolveu juntar os times e ter um técnico para as duas em 2023. E hoje fazemos quase tudo juntas. É estranho quando não estamos juntas. O único momento, na verdade, é quando eu estou trabalhando (como enfermeira) e ela está em casa”, falou Nicole no terceiro episódio da série É do Brasil, da Time Brasil TV, do Comitê Olímpico do Brasil.
“A gente resolveu juntar os times e ter um técnico para as duas em 2023. E hoje fazemos quase tudo juntas. É estranho quando não estamos juntas. O único momento, na verdade, é quando eu estou trabalhando [como enfermeira] e ela está em casa”, disse a brasileira.
“Acho que o nosso objetivo é sempre as duas conseguirem sair felizes com o resultado da competição. No início foi difícil, ela tem o dobro de experiência que eu tenho, mas eu consigo ensinar o que sei e ela consegue ensinar o que ela sabe. Juntas, somos bem mais fortes”, completou a atleta.
Nicole contou ainda que só se afasta da rotina esportiva para se dedicar à sua outra grande paixão: a enfermagem. A atleta trabalha em um hospital pediátrico no Canadá e concilia plantões com as temporadas do skeleton.
“Eu geralmente trabalho durante a nossa off-season e preciso atuar pelo menos uma vez a cada seis meses para manter a minha licença ativa. No ano passado, conseguimos encaixar isso durante uma pausa nas competições, mas neste ano precisei conversar com meu chefe e explicar que ficaria um pouco mais de seis meses afastada”, afirmou.
Entre a velocidade do gelo e o cuidado com a vida pessoal, Nicole está construindo uma trajetória brilhante no esporte e promete fazer história em Milão-Cortina-2026.
*Com Comitê Olímpico do Brasil






