Flamengo e Internacional já disputaram final de Campeonato Brasileiro. Foi em 1987, na Copa União. Com um timaço, o Fla venceu a melhor de dois jogos com um empate por 1 a 1 no jogo de ida e a vitória apertada por 1 a 0 na volta. Era o confronto entre dois gigantes do futebol nacional que se olhavam frente a frente.
Esta semana vimos três confrontos entre as duas camisas pesadas e o placar agregado foi de 6 a 1 para o Flamengo: 1 a 0 no primeiro jogo pela Libertadores no Maracanã, 3 a 1 no Beira-Rio pelo Brasileiro no fim de semana e 2 a 0 de novo no Beira-Rio pela Libertadores. Um abismo separa Flamengo e Internacional no cenário atual do futebol.
O Colorado fez a preparação mais minuciosa possível para o confronto desta quarta-feira pela Libertadores no Beira-Rio. Rifou o jogo do fim de semana contra o mesmo Flamengo escalando apenas reservas, preparou uma festa enorme da torcida, jogou papel picado no campo antes de a bola rolar. A partir do momento em que o árbitro apitou o início da partida o que se viu pareceu o confronto de um time grande contra um pequeno ou de um time europeu contra um brasileiro daqueles que vimos na recente Copa do Mundo de Clubes.
O Flamengo foi dominante durante absolutamente todo o tempo e mais os acréscimos. Jogou como se estivesse em sua casa e foi melhor em todos os aspectos: físico, tático, mental. É chocante admitir que o Internacional, o gigante Internacional, não chegou perto de competir com o Rubro-Negro.
Este é o cenário atual do futebol brasileiro. O Flamengo é amplamente dominante. Lidera o Brasileiro, avança passeando na Libertadores. Foi eliminado nos pênaltis na Copa do Brasil, a competição que deu menos importância.
Apenas um outro time passeia assim no torneio sul-americano e tenta seguir na luta no Brasileiro: o Palmeiras. Como se diz quando apenas dois times dominam tão amplamente o cenário?
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






