O tênis de mesa brasileiro tem motivos de sobra para comemorar nesta segunda-feira, 9. Hugo Calderano alcançou a vice-liderança do ranking mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, na sigla em inglês) e atingiu um feito inédito para o País. Esta é a melhor colocação de um atleta fora da Ásia e Europa e da carreira do carioca desde sua entrada no top 10 da modalidade, em 2018.
“Primeira vez na segunda colocação do ranking mundial, uma marca inédita no nosso tênis de mesa. Estou muito feliz em atingir esse novo marco. Mais um feito que a gente está conseguindo, é mais um ‘check’ da lista, né? Claro que todo mundo quer chegar no 1, principalmente eu. Mas acho que esse é um passo também muito importante”, comentou Calderano em entrevista ao ge.
Hugo aparece com 6.050 pontos, atrás apenas do campeão olímpico em Paris-2024, o chinês Wang Chuqin, que soma 9.750. Ele ultrapassou Lin Shidong, também da China, e se isolou como o único mesa-tenista das Américas ao aparecer no top 2.
“Espero que essa seja a penúltima vez que eu alcance a minha melhor marca no ranking, né? Depois disso não tem mais como, infelizmente. A gente sempre brincava que quando eu estava ali subindo infantil, juvenil, às vezes em uma semana você subia 50 ou 30 posições no ranking”, lembrou ele.
“Quando eu cheguei ali no top 10, a gente fala: ‘pô, agora não tem como ser o cara que mais subiu no ranking, né?’ Sem brincadeira, estou bem feliz em alcançar essa posição. A gente ainda tem tempo para buscar mais uma. Vamos ver. De qualquer forma, estou muito feliz”, celebrou.
A alteração no ranking deve-se à conquista de Calderano na Copa América na última semana e às derrotas dos adversários no início da temporada de 2026 na Copa Europeia.
“Eu entrei no top 10 pela primeira vez em julho de 2018 e, hoje, sou o jogador que está no top 10 há mais tempo. Então, todos os outros que estão agora entraram depois de mim e sou, inclusive, o mais velho. Você vê que antigamente os chineses dominavam muito. Agora, realmente, o Chuqin que está em um nível acima de todos os outros, mas você vê o Lin Shidong caindo nas quartas, às vezes na semi, chega a uma final ou outra. Acho que isso mostra ainda mais o quão difícil é se manter ali no topo por muito tempo. E é preciso ir se reinventando”, finalizou Hugo.






