Campeã olímpica em 2024 na categoria até 66 kg, a boxeadora argelina Imane Khelif revelou ao jornal francês L’Équipe que realizou um tratamento hormonal para reduzir seus níveis de testosterona antes dos Jogos de Paris. Na mesma entrevista, ela voltou a afirmar que não é transgênero.
“Tenho hormônios femininos. E as pessoas não sabem, mas tomei tratamentos hormonais para baixar meu nível de testosterona para as competições”, afirmou ela.
“Estou acompanhada de médicos e um professor me acompanha. Para o torneio de qualificação para os Jogos de Paris, que aconteceu em Dakar, reduzi meu nível de testosterona a zero”, pontuou. “E ganhei a medalha de ouro.”
Na entrevista, a pugilista comentou sobre possuir o gene SRY, encontrado no cromossomo Y como um indicador de masculinidade: “Sim, e é natural.”
Anteriormente, Khelif chegou a ficar fora da Copa do Mundo de boxe de Eindhoven, na Holanda, após a World Boxing estabelecer uma nova política a respeito de “sexo, idade e peso”, com um teste de confirmação. Além disso, ela foi apontada como trans pela campeã olímpica em Paris, a taiwanesa Lin Yu-ting, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o bilionário Elon Mask e a escritora britânica J.K Rowling.
“Eu respeito todo mundo, e respeito Trump. Porque ele é o presidente dos Estados Unidos. Mas ele não pode distorcer a verdade. Não sou trans, sou uma mulher. Fui criada como uma mulher, cresci como uma mulher, as pessoas da minha vila sempre me conheceram como uma mulher”, disse Imane.
Los Angeles-2028
Com o objetivo de estar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 e conquistar mais uma medalha, Khelif afirmou estar preparada para passar pelo teste genético da World Boxing.
“Para os próximos Jogos, se tiver que passar por um teste, me submeterei. Não tenho problema algum com isso. Esse teste já fiz. Entrei em contato com a World Boxing, enviei meu histórico médico, meus exames hormonais, tudo. Mas não recebi nenhuma resposta. Não me escondo, não me nego a fazer testes”, finalizou.






