O presidente do São Paulo Julio Casares se pronunciou pela primeira vez, através de uma nota, sobre o escândalo da venda de ingressos do camarote da presidência no show da cantora Shakira no Morumbi. O site ge revelou áudios que levantaram suspeitas sobre os diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares, que se licenciaram dos cargos na segunda-feira, 15.
Na conversa revelada, Douglas e Mara falam com Rita de Cassia Adriana Prado e a pressionam a encerrar um processo contra o clube. Ela cobrava R$ 132 mil não recebidos por uma negociação envolvendo o Camarote 3A.
O local, na verdade, não é comercializado. O espaço fica em frente ao gabinete de Julio Casares no Morumbi e é conhecido por “Sala da Presidência”.
O São Paulo informou que abriu duas investigações, uma interna e outra externa, sobre o suposto esquema. Julio Casares classificou a conversa telefônica divulgada como lamentável e ressaltou que as devidas medidas serão tomadas após a conclusão das investigações.
Veja abaixo a nota completa de Julio Casares:
Tomei conhecimento da lamentável conversa telefônica em áudio gravado divulgado pela imprensa nesta segunda-feira, um dia muito triste para a instituição.
Só venho me manifestar agora, um dia inteiro após os fatos virem à luz, porque a prioridade é a de que tudo seja esclarecido e, se assim for necessário, as devidas medidas sejam tomadas.
Casos como este não podem passar sem serem devidamente esclarecidos, e isso será feito por meio da sindicância que foi instaurada imediatamente após a revelação do episódio. Este trabalho, está sendo feito em duas frentes: a primeira e mais importante é a auditoria externa, para que não haja nenhuma possibilidade de interferência política ou de influência de poder. Todos serão ouvidos e um relatório final dará ao Clube suas considerações e orientações de eventuais próximos passos. Em paralelo, a sindicância interna será tocada pelo departamento de compliance.
Não defendo e nem pratico prejulgamento e condenação prévia. Acredito no amplo direito à defesa. Mas ressalto que, seja qual for o resultado da sindicância, vamos agir com rigor com quem quer que eventualmente seja apontado com conduta inadequada no Clube. Não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político.
Não podemos conviver com malfeitos de nenhuma natureza.
Nenhuma pessoa é e nunca será maior que o São Paulo Futebol Clube.
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