Os atos de vandalismo registrados na madrugada de quarta-feira, 22, nos muros da sede do Palmeiras, após a goleada por 4 a 0 sofrida diante do Novorizontino, na terça-feira, 21, pelo Campeonato Paulista, não passaram em branco para Leila Pereira. A presidente do clube decidiu que vai processar os quatro responsáveis envolvidos, que já foram identificados pela Polícia Civil.
Nas filmagens das câmeras instaladas na Rua Palestra Itália, onde fica o estádio Allianz Parque, as imagens mostram torcedores com roupas de frio, encapuzados e com os rostos cobertos. Entre as frases de críticas ao elenco e à comissão técnica estavam: “time sem vergonha”, “Abel [Ferreira] acabou a magia” e “2025 de novo”. A gestora também foi alvo, com a pichação: “Leila, seu negócio é roubar”.
Segundo a 6ª Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), a análise das imagens revelou a participação de um quinto envolvido, e as investigações já identificaram o veículo utilizado na fuga após o ato de vandalismo.
A ocorrência registrada pelo Palmeiras se enquadra como crime ambiental de pichação em edificações ou monumentos urbanos. Além disso, os responsáveis terão o CPF bloqueado no programa de venda de ingressos e, caso integrem o programa de sócio-torcedor, serão excluídos.
A derrota foi o pior resultado do Verdão sob o comando do técnico Abel Ferreira, que está no cargo desde outubro de 2020. O Alviverde mantinha uma sequência de 10 anos sem sofrer um revés por diferença de quatro gols.
Em busca de esquecer o resultado e retomar a ponta da tabela, o Palmeiras se prepara para mais um clássico no Paulistão, e desta vez, enfrenta o São Paulo no sábado, 24, às 18h30, na Arena Barueri. A equipe está na terceira colocação da classificação geral com 9 pontos.





