O atacante francês Kylian Mbappé defendeu seu companheiro de equipe Vinicius Júnior, após o caso de racismo que ocorreu no Estádio da Luz, na terça-feira , 17, no jogo de ida entre Benfica e Real Madrid, pelos playoffs da Liga dos Campeões.
De acordo com o camisa 10, o brasileiro foi chamado cinco vezes de macaco pelo argentino Gianluca Prestianni, meio-campo do Benfica. Mbappé ainda defendeu que o adversário deveria ser punido para servir de exemplo.
“O número 25 [Prestianni], não quero falar o nome dele porque ele não merece, começou a dizer palavras inaceitáveis. E depois meteu sua cara dentro da camisa para que as câmeras não captassem o que ele dizia e disse cinco vezes que Vini é um macaco. Eu, Vini e muitos jogadores do Real Madrid perdemos o controle”, declarou o craque francês.
“É preciso explicar isso com calma, não devemos falar de forma generalizada. Já estive em Portugal muitas vezes e nunca aconteceu nada, e neste tipo de situação é importante falar de forma clara, pois há pessoas que não fizeram nada. Com certeza havia 70 mil pessoas que queriam apoiar seu time. Tenho o máximo respeito pelo Benfica e por seu treinador, mas este jogador não merece jogar mais a Champions [League]. Acho que esta competição encanta a todos e às crianças. Se deixarmos passar este tipo de coisa, todos os valores do futebol não valem para nada e tudo o que acreditamos não vale para nada. Precisamos agir”, o jogador francês.
Mbappé ainda revelou que os atletas do Real cogitaram abandonar a partida diante da gravidade do episódio.
“Não queríamos voltar a jogar porque isso é inaceitável, não passa uma boa imagem a todas crianças que nos assistem. Isso é Champions League, uma competição que todos os jovens querem jogar. Temos que dar bom exemplo. […] Para mim, [Prestianno] não merece jogar uma competição como a Champions, a maior competição de todas. Para mim, é inaceitável”, completou.
Críticas de Vini
Vinicius Júnior usou as redes sociais para se pronunciar após o caso de racismo e chamou o adversário de “covarde”.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família”, escreveu o brasileiro
Apoio do técnico
Álvaro Arbeloa, treinador do Real, afirmou que a equipe sairia de campo caso Vini desejasse. “Se Vinícius tivesse decidido sair de campo, todos nós teríamos saído!”, falou.
“Apoiamos o Vini 100%, e a decisão de permanecer ou sair de campo foi inteiramente dele. Somente dele! Estaremos sempre ao lado do Vini e lutaremos juntos”, acrescentou.
Já Mourinho, técnico do Benfica, minimizou o ato de racismo e disse que o comportamento de Vini atrapalhou o andamento do jogo.






