Houve um respiro aliviado do torcedor brasileiro quando Carlo Ancelotti confirmou em entrevista coletiva no Real Madrid que será o técnico da seleção.
O descrédito dos cartolas da CBF é tão grande que nem mesmo um pronunciamento oficial de Ednaldo Rodrigues no dia anterior serviu como comprovação da contratação. Foi necessário o próprio Ancelotti admitir, de certa forma incomodado, no dia seguinte.
Mas por que incomodado? Porque o italiano ainda tem contrato vigente com o clube espanhol e foi perguntado diversas vezes na coletiva se era verdade a sua ida para a seleção. Ele admitiu, mas não escondeu o constrangimento nem o descontentamento pelo anúncio apressado de Ednaldo.
Mas agora Ancelotti é do Brasil. As barbaridades que acontecem na CBF não deverão atrapalhar seu trabalho, como normalmente não atrapalham um técnico de seleção. Uma figura como Ancelotti chega com carta branca para fazer o que quiser. E para isso será muito bem pago, aliás.
Há uma dúvida quanto a Neymar. A primeira convocação ainda não terá a questão colocada, afinal o jogador está fora de combate. Mas como serão as próximas quando, em tese, o atacante terá voltado aos gramados?
Neymar nunca presenciou na carreira um treinador de seleção que fosse maior do que ele. Pelo contrário, todos se curvaram ao atacante, desde Tite. O craque tem enorme ascendência sobre os outros jogadores e seu pai dentro da CBF.
Ancelotti é maior do que Neymar no futebol. Seu currículo como treinador comprova. As informações são de que o italiano entrou em contato com o atacante, fazendo uma política de boa vizinhança, que é o seu estilo de trabalho. Mas uma hora ele terá de decidir se o jogador será importante ou não para seu time.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






