João Fonseca inicia a temporada de 2026 consciente de que o principal adversário poderá não estar do outro lado da rede, mas na gestão das expectativas que agora o acompanham. Depois de um ano de afirmação que o levou ao top 30 mundial, o jovem brasileiro reconhece que a nova realidade traz desafios distintos. Ainda sem competir na temporada devido a problemas físicos, Fonseca falou ao The Observer, a poucos dias do início do Australian Open, e fez um balanço positivo do caminho percorrido.
“Estou muito, muito contente comigo próprio. Comecei o ano na posição 140 do ranking mundial e terminei entre os 25 melhores, conquistando dois grandes títulos, um em terra batida e outro em piso coberto. Foi incrível para mim, para além de muitas vitórias e tive algumas semanas fantásticas. Estou muito satisfeito com o meu jogo e com o meu nível. Espero conseguir continuar a este ritmo”, afirmou.
“Agora estou entre os melhores do mundo e a maioria dos jogadores me conhece. Nunca, na minha carreira, joguei um ano em que tivesse de defender alguns pontos. Estava sempre progredindo e jogando contra jogadores com um ranking inferior. Era sempre o menos favorito, o mais jovem, com alguma experiência e a jogar o melhor possível”, acrescentou.
Para 2026, Fonseca sabe exatamente onde estará a maior exigência e não foge ao tema da pressão, que passa agora a jogar a seu favor e contra si ao mesmo tempo.
“O maior desafio para mim em 2026 é lidar com a pressão de conseguir defender os meus pontos e jogar um pouco mais com a pressão do meu lado. Vai ser divertido, vai ser uma experiência nova para mim, mas estou a jogar bem, tenho confiança, por isso vamos com tudo e tentamos ser felizes em campo e jogar o melhor possível”, finalizou.






