Um dos grandes símbolos da era de ouro que vive o Palmeiras vai se despedir do clube. Weverton, goleiro que levantou nada menos do que 12 títulos e entrou em campo 454 vezes está indo para o Grêmio.
A saída dividiu opiniões. Parte da torcida acha que ele ainda deve ser o dono da camisa 1 do time (meu caso) e parte acha que a história acabou e que inclusive ele teve temporadas ruins nos últimos anos.
O que pegou efetivamente na permanência do goleiro na Academia foi as bases da renovação. Com 38 anos, o jogador queria um último contrato de três. O Palmeiras ofereceu um e o impasse se estabeleceu.
E neste ponto dou razão ao clube, que sabe lidar bem como nenhum outro no assunto negociação de contrato de grandes figuras. Para o clube, a renovação por um ano era o suficiente, mas três anos seria muito e eu concordo com a posição da instituição.
A solução encontrada também é interessante. Em nome de tudo o que o goleiro histórico fez pelo Palmeiras, ele foi liberado sem custos para jogar pelo Grêmio com o contrato que desejava.
Nesta análise não está incluída a avaliação se ele é melhor ou pior do que seu sucessor Carlos Miguel. Eu ainda acho Weverton mais goleiro, mas esta é a fotografia de hoje. Daqui um ano seguirá sendo? E foi com esta frieza que a diretoria agiu.
A ponta solta desta história foi a declaração de Abel Ferreira dias atrás de que Weverton é o maior goleiro da história do clube. Na minha opinião está tranquilamente entre os maiores em de uma agremiação que historicamente revela grandes goleiros.
Quando o português deu a declaração, imaginava-se a porta aberta para a renovação, que não aconteceu.
Mas do ponto estritamente profissional, a forma como se deu o fim do casamento entre Weverton e Palmeiras foi absolutamente justo.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






