O fim da temporada 2025 da Fórmula 1 abriu espaço para reflexões no paddock, e Max Verstappen adotou um tom mais humano ao analisar o desempenho de um de seus grandes rivais. O piloto da Red Bull comentou publicamente as dificuldades enfrentadas por Lewis Hamilton em seu primeiro ano defendendo a Ferrari e admitiu ter sentido pena ao acompanhar o cenário vivido pelo heptacampeão.
O holandês, que sempre deixou claro que sua permanência no esporte está diretamente ligada ao prazer de competir, reconheceu que a idade e o contexto técnico têm peso decisivo na carreira de pilotos experientes, como Hamilton. Ao abordar diretamente a temporada do britânico na Ferrari, Verstappen não escondeu o incômodo ao ver um campeão de múltiplos títulos enfrentar um ano tão difícil, marcado por frustrações visíveis durante as corridas.
“Para ele [Hamilton], obviamente não foi uma temporada agradável na Ferrari. Dá para perceber isso em todos os lugares, especialmente no rádio. Sinceramente, eu também sinto pena dele. Não sei se ele vai parar. Ele não está desistindo. Com certeza ele vai continuar lá. Mas não é legal ver isso”, falou.
O tetracampeão mundial também refletiu sobre os limites físicos e mentais da carreira, tema que surge em conversas com Fernando Alonso, outro veterano da categoria.
“Eu estava no avião com Fernando para o Catar”, iniciou ele. “Achei interessante saber. Ele tem 44 anos, então perguntei a ele. São principalmente as restrições físicas. Sim, você sente mais dor. Esses carros já não são os mais agradáveis de pilotar. Realmente não é confortável. E à medida que envelhecemos, sentimos mais. Ombros, costas, pescoço. É preciso mais esforço para manter tudo em ordem.”
“Pessoalmente, acho que aos 40 ou 44 anos não serei mais o mesmo que sou hoje. Talvez também em termos de motivação. E se, além disso, você não estiver em um carro de ponta, menos ainda”, continuou.
Mesmo assim, o holandês de 28 anos fez questão de destacar o espírito competitivo de Alonso, apontando que um carro melhor poderia mudar completamente o cenário do espanhol, situação que indiretamente também se aplica a Hamilton.
“Eu realmente acho que se Fernando estivesse em um ótimo carro, ele poderia disputar pódios. Aqui, você vê o lutador aparecendo. E, em certos momentos, quando você vê que há algo para buscar, você realmente vê esse guerreiro voltando. Quando você é bicampeão mundial e já ganhou muito, e está pilotando pelo décimo lugar, é aí que você diz para si mesmo”, finalizou.






