O Brasil fez um primeiro tempo decente contra a Croácia, o que levemente realimentou a esperança de que a Copa do Mundo não será um enorme fiasco como muita gente dizia depois da derrota categórica para a França outro dia.
Mas a notícia do jogo desta terça-feira esteve nos 15 minutos finais de bola rolando, quando Endrick entrou em campo, cavou um pênalti (não foi absolutamente nada) e deu passe para um gol.
O menino parecia carta fora do baralho. Ancelotti fez um monte de substituições (por acordo feito entre os times, cada treinador pôde fazer oito trocas) e o atacante do Lyon ficou quase por último. Quando entrou, fez o que fez, obrigando o italiano a rever o que tinha dito um dia antes do jogo: “Endrick é jogador para a próxima Copa”.
O desempenho do menino nesta quinta-feira além de ter colocado dúvida na cabeça do treinador ainda acalmou uma torcida que no primeiro tempo, quando as coisas não iam tão bem, gritou por Neymar na arquibancada.
Aqui vale um olhar atento: o grito por Neymar deve ser entendido não só de forma literal, pela presença do atacante que mal joga no Santos. Mas um apelo por alguém que levante a torcida na arquibancada, que entregue um pouco mais de agressividade, talento e que faça o coração do torcedor acelerar quando pega na bola.
Quem entregou isso para a galera foi Endrick, embora Danilo, Matheus Cunha e outros tenham também jogado bem. Mas Endrick incendeia.
A torcida pediu por Neymar, a seleção entregou Endrick. Aprovado!
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






