O início da parceria entre Lewis Hamilton e Ferrari está se revelando mais complicado do que a equipe italiana previa. O heptacampeão da Fórmula 1 chegou a Maranello cercado de expectativas, mas já deixou algumas corridas claramente frustrado com o desempenho do carro e disse até que se sentia inútil. Agora, o chefe da escuderia, Frédéric Vasseur, reconhece que talvez tenha calculado mal a dimensão do desafio.
“Talvez tenhamos subestimado o desafio de Lewis no início da temporada”, afirmou Vasseur em entrevista ao site oficial da F1. “Ele passou quase dez anos na McLaren, depois dez anos na Mercedes. São quase 20 anos no mesmo ambiente com a Mercedes. Foi uma mudança enorme para Lewis em termos de cultura, as pessoas ao seu redor, a parte do software, o carro, uma mudança enorme em todos os aspectos. Talvez Lewis e eu tenhamos subestimado isso”.
O dirigente descreveu o piloto como “frustrado, mas não desmotivado” após o GP da Hungria, prova que simbolizou bem as dificuldades enfrentadas pela equipe na temporada. Até agora, Hamilton ainda não venceu nenhuma corrida aos domingos e vê Charles Leclerc sustentar o segundo lugar da Ferrari no Mundial de Construtores, com cinco pódios. Vasseur fez questão de elogiar a postura de Leclerc e destacou que o comprometimento do monegasco é exemplo para todos no time, inclusive para Hamilton.
“Ele está indo muito bem. Certamente não é uma temporada fácil; não é fácil para Charles, não é fácil para a equipe. É muito mais fácil para o piloto administrar quando o carro é rápido, e tivemos alguns problemas no início, mas a reação foi positiva e muito boa”, comentou.
“Nesse tipo de temporada, quando você tem muitas expectativas e tem dificuldades no início, é muito fácil desistir, e ele nunca desistiu. Ele sempre insistiu, insistiu na equipe, insistiu em si mesmo, e há uma colaboração muito forte com Lewis. É muito positivo porque é em situações como essa que você vê como as pessoas reagem”, finalizou Vasseur.






