Além do destaque nas pistas com um arrancada que quase culminou no pentacampeonato da Fórmula 1, a temporada 2025 de Max Verstappen também ficou marcada pelo olhar atento à nova geração que passou a dividir o grid com ele. Ao longo do ano, o tetracampeão mundial construiu uma relação próxima com os quatro novatos da categoria: Gabriel Bortoleto, Andrea Kimi Antonelli, Isack Hadjar e Oliver Bearman.
A proximidade ficou evidente até fora das pistas. Em um vídeo produzido pela própria F1 ao fim do campeonato, os jovens pilotos brincaram ao definir o holandês como o “pai dos novatos”, apelido que rapidamente ganhou repercussão entre fãs e equipes.
“Não é que eu tenha pedido por isso. Hoje acontece de forma bem natural. A gente também vem do mundo do simulador, então já se conhece um pouco dali. Já existe uma certa conexão. Eles são bem mais jovens do que eu. São caras muito legais, então não vou ser grosso. São simplesmente muito gente boa. Me dou bem com eles”, disse Verstappen em entrevista à emissora holandesa Viaplay.
Questionado sobre qual dos estreantes mais o havia impressionado durante o campeonato, o tetracampeão adotou um tom cauteloso e evitou apontar um único destaque, ressaltando que a irregularidade faz parte do processo de adaptação à Fórmula 1.
“É difícil dizer. Todos impressionaram em momentos diferentes. Como rookies, também cometeram erros. Isso é normal. É um típico ano de estreia. Não teve ninguém que fosse totalmente consistente… e nem dá pra esperar isso”, analisou.
No entanto, ao falar especificamente sobre velocidade pura, Verstappen foi mais direto. Para ele, Bortoleto aparece no topo do grupo quando o critério é talento natural, ao lado de um dos nomes mais comentados da nova geração.
“Acho que o Bortoleto, em termos de potencial, junto com o Kimi, são realmente talentos brutos”, finalizou.






