O paddock da Fórmula 1 foi sacudido nesta quarta-feira, 9, com o anúncio da saída de Christian Horner do comando da Red Bull Racing. Poucas horas após a confirmação oficial, Max Verstappen, principal estrela da equipe, usou as redes sociais para publicar uma breve mensagem de despedida ao agora ex-chefe de equipe.
“Da minha primeira vitória aos quatro campeonatos mundiais, nós compartilhamos êxitos incríveis, vencendo corridas memoráveis e quebrando incontáveis recordes. Obrigado por tudo, Christian”, escreveu o holandês, que é alvo da Mercedes para a próxima temporada.
Hoje com 27 anos, Verstappen teve toda sua carreira na F1 moldada sob a liderança de Horner. Ele estreou aos 17 anos pela Toro Rosso e foi promovido à Red Bull aos 18, tornando-se, desde então, peça central no domínio recente da equipe. Sob a batuta de Horner e Helmut Marko, Verstappen conquistou quatro títulos mundiais e ajudou a consolidar a Red Bull como potência na era híbrida da categoria.
Apesar do tom respeitoso da mensagem, Verstappen é apontado como um dos protagonistas nos bastidores da queda de Horner. A relação estremecida entre o chefe britânico e Jos Verstappen, pai do piloto, vinha sendo notada desde 2023, em meio a disputas internas e um ambiente cada vez mais turbulento dentro da equipe.
A situação de Horner já estava fragilizada desde o início da temporada 2024 com a acusação de assédio de uma funcionária contra o britânico. Além disso, os conflitos com Marko, as saídas de figuras-chave como Adrian Newey e Jonathan Wheatley, e, mais recentemente, a queda no desempenho da Red Bull contribuíram para a demissão do chefe da equipe após 20 anos no cargo.






