O Flamengo venceu o Racing de forma sofrida na noite de quarta-feira no jogo de ida da semifinal da Libertadores. O resultado, mais apertado do que a torcida rubro-negra esperava, foi ótimo. A vaga na final está próxima.
A grande maioria das análises aponta que o confronto está aberto e tudo pode acontecer. De fato, a vantagem mínima conquistada no Maracanã deixa o Racing esperançoso, mas, analisando o estilo de cada time, pode não ser bem assim.
Nesta quarta, em que pese o fato de jogar fora de casa, o Racing não esteve desconfortável na sua forma de jogar. Imprimiu marcação forte, jogou sem dar espaços e disputando cada centímetro do campo. Esta não é uma novidade, mas a forma como a equipe argentina atua normalmente. Não dá para dizer que fracassou, afinal, tomou o gol no finalzinho da partida e com uma certa dose de sorte rubro-negra na bola que resvalou no jogador de defesa antes de morrer no fundo da rede.
Este cenário não será possível para o Racing no jogo de volta. Terá de se lançar ao ataque para tentar o gol que levaria a decisão para os pênaltis. Ou seja, vai ter de fazer aquilo que pior faz.
Este será o cenário que o Flamengo enfrentará além da pressão infernal que terá de encarar da torcida do Racing, e este será um grande desafio.
Como elenco, estamos falando de prateleiras distintas, o que ficou muito evidente no jogo desta quarta, quando Filipe Luís começou a fazer as trocas no segundo tempo, enquanto o Racing se segurava mesmo com o time perdendo a força física ao longo do jogo.
O 1 a 0 do Maracanã é maior do que parece.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






