Neymar classificou como “recomeço” o que aconteceu na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira. O Santos venceu o Flamengo por 1 a 0 com um gol do astro no segundo tempo, no jogo em que o Rubro-Negro teve mais posse de bola, criou chances, mas foi incapaz de enfiar a bola na rede.
Mas ele não teve problemas diante do gol, recebeu uma bola na área de costas, girou, tirou o zagueiro da jogada e fez o que um craque faz: decidiu o jogo.
Simbolicamente, o gol não deu apenas a vitória ao Santos. Deu alívio na tabela, deu moral para o time (que bateu o líder do campeonato) e reacendeu a esperança no futebol do maior jogador brasileiro dos últimos dez anos. O fato de o gol ter saído justamente contra o Flamengo aumenta ainda mais sua importância a ponto de Neymar ter até se empolgado com relação ao limite do seu time.
– Podemos enfrentar qualquer adversário de igual para igual.
O treinador Cleber Xavier também exaltou o atacante, sua dedicação nos treinos e no jogo e o classificou como exemplo e líder do grupo.
Desde que chegou, Neymar rende debates se sua contratação valeu a pena e se ainda tem lenha para queimar ou se é apenas um ex-jogador excêntrico fora de campo (esta semana ele comprou um Batmóvel). O jogo de ontem indica que, dedicado e em forma, ele é capaz de decidir partidas sozinho, por ser de um nível muito além de todos os outros que estão em campo normalmente.
Mas a amostra ainda é muito pequena. No meio de seus elogios, Cleber Xavier falou sobre o objetivo do jogador de voltar à Seleção Brasileira. Calma! Quem gosta de super-heróis sabe que o Batman (o predileto de Neymar) é frio, calculista e trabalha em silêncio. Neymar deveria seguir este exemplo. Nesta quarta, ele brilhou.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do BandSports.






